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MARÇO 2010
EDITORIAL
O Portal Polar Português tem como objectivo principal dar a conhecer à comunidade lusófona as actividades polares portuguesas, mas também servir de fonte de informação sobre as regiões polares, não apenas para o grande público, mas ainda para a comunidade científica, media e todos os interessados nesta temática. A iniciativa nasceu a partir do projecto LATITUDE60! financiado pela Agência Ciência Viva e teve continuidade no âmbito das actividades do Comité Português para o Ano Polar Internacional, sendo actualmente apoiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia através do Programa Polar Português. É nossa intenção que este portal agregue o máximo de informação disponível sobre as regiões polares e que sirva de porta de entrada nacional para a informação polar. O portal agrega, por isso, vários tipos de informação, das quais se destacam: notícias actualizadas quase diariamente, uma base de fotografias de acesso livre, material didáctico diverso, ofertas de bolsas e de emprego, anúncios de congressos, diários de campanhas polares, bem como as principais novidades da ciência polar portuguesa. Com uma periodicidade trimestral, publicaremos a newsletter que inclui uma síntese das principais actividades polares nacionais, com destaque para os projectos de investigação em curso.
A equipa do Portal Polar apela à comunidade científica para nos enviar atempadamente informação sobre as actividades em curso e previstas, de modo a poderem ser noticiadas na newsletter, que terá edições regulares em Março, Junho, Setembro e Dezembro de cada ano. Outras notícias para publicação imediata após revisão pela Comissão Científica, podem ser enviadas directamente para comite.api@gmail.com.
APECS PORTUGAL José Xavier, Marco-Jorge e Alexandre Trindade
A Associação de jovens cientistas Portugueses (APECS Portugal) tem tido um papel importante na internacionalização da ciência e educação de Portugal durante o Ano Polar Internacional. Devido a um grande esforço das várias equipas cientificas polares Portuguesas, vários jovens cientistas se iniciaram na ciência polar, e o seu número aumentou significativamente. Vários já foram em trabalho de campo às regiões polares. De modo a promover a ciência dos jovens cientistas Portugueses, esta newsletter terá um espaço dedicado especificamente para eles. Durante o workshop da APECS Portugal, realizado em Março, e onde compareceram 13 jovens cientistas polares de Universidades e institutos de investigação portugueses, estabeleu-se uma estratégia para a APECS Portugal, após o Ano Polar Internacional, e criou-se um comité executivo da APECS Portugal (José Xavier, Marta Nogueira, Ana Salomé David e Paulo Amaral).
PROJECTO POLAR: resultados científicos da mais
longa expedição portuguesa de sempre José Xavier
Esta expedição cientifica foi deveras interessante! Dentro do projecto POLAR, estive na Antárctica entre Março 2009 (num cruzeiro cientifico internacional e multidisciplinar, envolvendo mais de 30 países; durou 1 mês e meio, até Abril) até Novembro 2009 (estando de Abril até Novembro numa ilha Antárctica, chamada Bird Island, numa base cientifica Britânica) a estudar o comportamento de pinguins e albatrozes em relação às alterações climáticas e compreender como o Oceano Antárctica funciona como um todo.
Os meus estudos mostraram que o Oceano Antárctico apresentava uma distribuição de presas anormal, com krill junto ao continente e o anfipode Themisto gaudichaudii mais a norte, incluindo na região onde estava a estudar os pinguins e os albatrozes. Não sendo tão abundante como o krill, os anfípodes foram o prato principal na dieta dos pinguins gentoo durante o Inverno mostram uma diversidade de alimentos muito elevada, talvez demais do que costuma ser, e os pinguins estavam muito fracos e a ter dificuldades em sobreviver. Sabendo que os pinguins gentoo normalmente alimentam-se do krill (e por vezes de peixe) e pouco mais (e este ano muito pouco!), que regressam todos os dias a terra, e que normalmente procuram alimento só num raio de 20 km , estes resultados leva-me a supor que as populações de pinguins gentoo na Geórgia do Sul poderão ser afectados com alterações acentuadas de alterações climáticas que podem afectar o sistema marinho.
Os estudos de rastreio por GPS de albatrozes viajeiros mostram que existe uma ligação forte entre as areas sobrevoadas (quando estão à procura de alimento) ao longo do ano, com as suas viagens a deslocaram-se cada vez mais para norte (para perto do Brazil), em vez que ficarem em águas do Antárctico. Mais existe uma ligação também associada ao que se alimentam, com uma mudança de dieta de peixe (do Antártico) para lulas (do sub-Antárctico), com estas lulas a aparecerem com espermatóforos (o que significa que se estão numa fase avançada de idade e prontas para se reproduzir). Com esta capacidade irem tão longe, usando vários tipos de águas para se alimentarem (Antárctico, Sub-Antárctico e águas subtropicais), leva-nos a crer que serão menos afectados pelas alterações climáticas. No entanto, esta espécie de albatroz está em vias de extinção devido a serem capturadas acidentalmente pelo pesca do palangre (que usam anzóis) e morrem afogados. Muitos esforços estão a ser feitos para evitar isto e primeiro é preciso conhecer ainda melhor o seu comportamento durante o Inverno. Tudo isto, neste expedição durante o Inverno Antárctico....
Permafrost e Alterações Climáticas na Antárctida Marítima (PERMANTAR) Gonçalo-Vieira, Mário Neves, Alice Ferreira e Ivo Bernardo
A campanha antárctica de 2009-10 do projecto PERMANTAR, centrado no estudo do solo gelado das ilhas Livingston e Deception (Shetlands do Sul, Península Antárctica), dividiu-se em duas fases. Em Dezembro de 2009, o investigador do Centro de Geofísica da Universidade de Lisboa, Ivo Bernardo, participou na campanha antárctica espanhola na ilha Deception, onde esteve a efectuar a manutenção de instrumentação usada para monitorizar a resistividade eléctrica do solo. Os instrumentos instalados no sítio de monitorização da camada activa de Crater Lake permitirão melhor conhecer o ritmo de congelação e fusão da camada activa, correspondendo ao sector mais superficial do solo, localizado acima do solo permanentemente gelado (permafrost). Em Crater Lake, a camada activa tem uma espessura de cerca de 40 cm e nesta sector de estudo detalhado, o projecto PERMANTAR, em colaboração com o projecto espanhol PERMAPLANET, está a tentar compreender melhor o ritmo sazonal da congelação e fusão, bem como os factores que o controlam. Especial interesse tem sido dedicado à neve, que está a ser monitorizada no local usando máquinas fotográficas automáticas, sensores de espessura de neve, bem como recorrendo à detecção remota, através da análise de sensores de micro-ondas.
A segunda fase da campanha coincidiu com o Verão austral e integrou os investigadores Mário Neves e Alice Ferreira do Centro de Estudos Geográficos / IGOT da Universidade de Lisboa. Os trabalhos destes dois investigadores decorreram nas ilhas Livingston e Deception entre Janeiro e Fevereiro de 2010, integrados nas campanhas antárcticas espanhola e búlgara. Os trabalhos centraram-se na recolha de dados dos instrumentos de monitorização de temperaturas do ar, camada activa e do permafrost instalados em campanhas anteriores, bem como na medição da deslocação do terreno associado à fusão sazonal do gelo do solo ou à deformação do permafrost. Este tipo de monitorização, levada a cabo em poucos locais da Antárctida permitirá melhor compreender o modo como a dinâmica geomorfológica evolui num cenário de alterações climáticas. Os processos que estão a ser monitorizados são a solifluxão, o permafrost creep e o termocarso, sendo utilizada para isso uma estação total laser e um DGPS. Num outro trabalho inovador, Mário Neves tem medido a erosão pela acção do gelo flutuante em plataformas rochosas litorais, usando um Traverse Micro-Erosion Meter por ele desenvolvido para estudos nas plataformas rochosas do litoral português. A investigação conduzida por Alice Ferreira e apoiada pelo Programa Nova Geração de Cientistas Polares da CGD, enquadra-se na sua tese de mestrado centrada no estudo da congelação sazonal do solo e do efeito das diferentes coberturas de neve.
Foi pela primeira vez usada no âmbito da campanha antárctica de 2009-10 a embarcação Zodiac Mark V financiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, que permite a deslocação de cerca de 12 investigadores e ainda o transporte de material na região da Península Hurd. Esta embarcação ligeira enquadra-se na colaboração entre Portugal e a Bulgária e ficará na Base Antárctica Búlgara St. Kliment Ohridski, associada às actividades de investigação de ambos os países.
As imagens desta notícia foram cedidas por Alice Ferreira.
Imagem 1: Zodiac portuguesa na praia da base búlgara St. Kliment Ohridski (ilha Livingston).
Imagem 2: Monitorização do movimento em lóbulos de solifluxão na ilha Livingston.
Imagem 3: Monitorização do movimento em lóbulos de solifluxão na ilha Livingston.
Imagem 4: Monitorização da erosão em plataformas rochosas na ilha Livingston usando o Traverse Micro-Erosion Meter.
Época 2009-10 da ANSMET, das melhores de sempre! Vera Fernandes
O projecto ANSMET (ANtarctic Search for METeorites) do Programa Antárctico dos Estado Unidos da América (parte da National Science Foundation, uma instituição equivalente à portuguesa Fundação para a Ciência e a Tecnologia) ocorre anualmente e foca-se na recolha sistemática de meteoritos no continente Anatárctico. Este projecto iniciou-se em 1976 pelo Prof. William Cassidy que então estava na Universidade de Pittsburgh, e desde 1991 é liderado pelo Doutor Ralph Harvey da universidade Case Western. Os objectivos principais são a recolha da maior variedade e de número de meteoritos que se acumulam no continente mais a sul do planeta Terra, para que estes sejam submetidos a vários estudos geológicos (composição mineral, química e isotópica) com a intenção de melhor compreender a formação e evolução do Sistema Solar e dos seus planetas.
A investigação cientifica na Antárctida tem sido muito importante para que melhor conheçamos o clima e geologia do planeta Terra. Para além destes estudos, muito mais se pode saber inclusivé de para além Terra. Existem também projectos de investigação nas áreas de física, astronomia, química, biologia e ciência planetária, pois a Antárctida oferece condições ambientais e planetárais sem igual no resto do globo terrestre. Assim, relativo à busca sistemática de meteoritos na Antárctida, a grande concentração de rochas de planetas existentes e extintos vindas para além da Terra, é devido às condições climatéricas deste continente austral. A Antárctida, apesar de todo o gelo que tem acumulado nas últimas dezenas de milhões de anos, apresenta a menor queda de precipitação da Terra (menos que no deserto do Saara), para além da não existência da água em estado líquido que poderia causar muita erosão (física e química) nos meteoritos que ai se encontram. Em vez disso, os meteoritos que caem no continente gelado, permanecem no gelo e o seu número aumenta comparativamente a outros locais na Terra (ex. Portugal, Deserto do Saara, Américas, Australia, etc) apesar do fluxo de queda de meteoritos ser o mesmo em todo o globo.
A temporada de recolha de meteoritos 2009-10 (de 3 de Dezembro de 2009 a 26 Janeiro de 2010) recolheu no total 1010 meteoritos representando todas ou quase todas as variedades conhecidas: lunares, marcianos, cintura de asteróides, angritos, palassitos, diogenitos, etc. A equipa deste ano ficou localizada na cordilheira de Miller nas montanhas Trans-Antárcticas (a cerca de 800 km da Estação de McMurdo, de onde a equipa partiu) onde acampou por quase 6 semanas. Foram oito cientistas planetários (Vera Assis Fernandes, Neyda Abreu, Brian Hynek, Marc Fries, Bingkui Miao, Jim Karner e John Schutt) com interesses de investigação variados, mas com o objectivo comum de contribuir para a recolha de amostras do Sistema Solar para serem estudadas por cientistas de todo o mundo. Apesar destas amostras serem parte do governo dos EUA, elas poderão ser requeridas por cientistas internacionais para ser feita uma maior variedade de análises com o objectivo de melhor decifrar a sua proveniência e processos que levaram à sua formação. Estas investigações têem implicações no que respeita à Terra pois dão-nos “dicas” de como a Terra se formou e evoluio. Os meteoritos saem da Antárctida (Estação de McMurdo) de barco dentro de câmaras frigoríficas, e são levados até ao porto de Long Beach na Califórnia, onde depois são metidos num camião frigorífico até ao centro da NASA-Johnson Space Center em Houston, Texas, onde serão submetidos a uma conjunto de investigações para caracterização preliminar. Cientistas internacionais e em instituições credíveis, podem aceder a estas rochas celestiais a partir da apresentação de uma idea, com descrição das técnicas analíticas que serão usadas e explicação d a finalidade do estudo. Pouca quantidade de material cósmico é necessário para que se consiga obter informação indespensável para um melhor conhecimento do nosso Sistema Solar e seus planetas e a evolução destes durante os 4567 milhões de anos que passarem desde a formação do Sistema Solar. Apenas uns meros miligramas são suficientes para obter a idade, composição mineralógica, química e isotópica. Com estes dados fazem-se gráficos e comparam-se com outros meteoritos já estudados e as semelhanças ou diferenças ajudam cientistas de todo o mundo (e todos nos) a melhor compreenderem de onde somos e como aqui chegámos.
Imagem 5: Vista geral das montanhas Trans-Antárcticas com plano próximo da cordilheira de Miller.
Imagem 6: Acampamento ANSMET 2009-10 visto de Sul.
Imagem 7: Acampamento ANSMET 2009-10 visto de Norte.
Imagem 8: Jantar de Natal ao ar livre.... foi fabuloso!
Imagem 9: Momento de recolha de meteorito em que toda a equipa participa. Cada pessoa tem a sua função. A busca sistemática de meteoritos, e para que se consiga percorrer grandes distâncias, é principalmente feita com motas de neve (neste caso os Ski-doos).
► Imagem 10: Vera Assis Fernandes e dois pedaços de um meteorito possivelmente lunar. Ainda falta a confirmação desta sugestã0 pela equipa da NASA-Johnson Space Center.
Efeito do Degelo no Transporte de Contaminantes no Árctico João Canário e Marta Nogueira, IPIMAR, Lisboa
A compreensão do ciclo dos contaminantes nos ecossistemas boreais tem constituído uma das principais prioridades para a comunidade científica.
Estes contaminantes são transportados para as zonas polares através do transporte atmosférico ou correntes marítimas. No caso do Árctico acresce também a poluição resultante da utilização cada vez maior de combustíveis fósseis pelas comunidades locais.Estes contaminantes entram nos sistemas aquáticos onde são assimilados pelo plâncton sendo posteriormente os seus teores bioamplificados ao longo das cadeias alimentares podendo atingir valores preocupantes nos organismos predadores de topo.Uma dos principais interesses de investigação da equipa polar do IPIMAR em colaboração com investigadores do Environment Canada prende-se com a tentativa de perceber de que forma as alterações climáticas podem alterar o ciclo dos contaminantes no Árctico. Em particular, pretende-se compreender de que forma a fusão do gelo e o aumento de temperatura podem alterar a partição, especiação e transporte de alguns poluentes.Estudos levados a cabo pelo IPIMAR em Kuujjuarapik (Árctico Canadiano) em 2008, permitiram verificar que grande parte dos contaminantes tende a ficar acumulada na neve e no gelo, muitas vezes associados a partículas de carbono orgânico igualmente retidas nestas matrizes. Factores de enriquecimento de até oito vezes foram determinados para o mercúrio e chumbo no gelo da Baia de Hudson.
PROJECTO POLAR: acções educativas no Natal José Xavier
O que fazem os pinguins no Natal? Essa foi a grande questão por resolver nesta semana no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, entre 22 e 31 de Dezembro, onde respondi às perguntas dos mais jovens sobre a fauna, o impacto do aquecimento global e também explicar os detalhes das últimas expedições.
O Pólo Sul é um continente maior do que a Europa, está coberto de gelo e só agora os cientistas, graças às novas tecnologias, estão a conseguir desvendar os seus segredos mais profundos. A Antárctida está a despertar cada vez mais o interesse da comunidade científica mundial, sobretudo por ser uma das principais vítimas do aquecimento global. A Antárctida é uma região única no planeta. A grande maioria da vida depende do mar e a diversidade de espécies é elevada, muito mais do que se julgava nas últimas décadas. Além de pinguins, o continente gelado dá abrigo a várias espécies de focas, elefantes marinhos, otárias e albatrozes, mas também ao maior animal que sobrevive apenas em terra é do tamanho de um alfinete: o piolho Cryptopygus antarcticus.
No Museu da Ciência, as cerca de 200 crianças com idades entre os 5 e os 12 anos, descobriram tudo sobre estes animais e também ver o último vídeo sobre a ciência na Antárctica. Nestes encontros as crianças tiveram a oportunidade de ver e tocar penas de pinguins, experimentar o equipamento usado nas expedições e ver os pequenos aparelhos utilizados para saber onde é que os pinguins e os albatrozes vão procurar alimentos.
As crianças foram uma autêntica fonte de conhecimento e fiquei agradavelmente impressionado com aquilo que já sabem. Tive numerosas vezes a responder a questões enviadas pela internet. Quando estou a falar com os mais pequenos, tento me divertir tanto como eles e adorei partilhar todas aquelas horas…
Então, o que fazem os pinguins no Natal? Estão super atarefados em se reproduzir...
Pinguins e Afins: Sobrevivência no Gelo Ana Salomé
“Pinguins e Afins: Sobrevivência no Gelo” é o título do colóquio, inserido no ciclo ”Expedições Extremas”, que o Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva promoveu no passado dia 9 de Janeiro de 2010 (sábado).
Paralelamente, durante esse fim-de-semana, foram dinamizadas diversas actividades relacionadas com as regiões polares, dirigidas aos visitantes do Pavilhão. O conjunto de “actividades extremas” contou com a colaboração do Programa Polar Português em parceria com a CGD – Caixa Carbono Zero. A investigadora Sílvia Lourenço, bolseira do Programa Nova Geração de Cientistas Polares, deu mais a conhecer sobre os peixes que fazem parte da dieta de pinguins, focas e albatrozes, peças centrais do ecossistema do oceano austral.
Os cientistas Gonçalo-Vieira, do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa, e José Pedro Granadeiro, do Museu Nacional de História Natural, falaram sobre a importância da ciência polar e fascinaram o público do Pavilhão do Conhecimento—Ciência Viva com as aventuras passadas durante as suas expedições polares à Antárctida.
“Passe o Sábado numa expedição polar!” foi o motivo para crianças e adultos descobrirem como é o dia-a-dia na Antárctida e a importância de se fazer ciência polar.
Imagens 13 e 14: Palestra por Gonçalo-Vieira (esquerda) e José Granadeiro (direita)
Ana Salomé, António Correia, Gonçalo-Vieira, José Xavier e Paulo Amaral
“O que Acontece nas Regiões Polares pode Afectar-nos a Todos!!!" foi o tema da Semana Polar Internacional do IPY, que decorreu entre 15 a 19 de Março de 2010.
Portugal participou nesta iniciativa com grande entusiasmo.
No Instituto do Mar - Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, o grupo de jovens cientistas polares portugueses APECS-Portugal, reuniu-se pela primeira vez para apresentar o trabalho que está a ser desenvolvido por cada um, e delinear uma estratégia para a APECS Portugal de modo a maximizarmos as trocas de informações, principalmente com a Association of Polar Early Career Scientists (APECS). Houve ainda oportunidade para responder às inúmeras questões colocadas pelas mais de 70 crianças dos Jardins de Infância e escolas preparatórias de Coimbra. Muitas foram as perguntas colocadas ao 13 jovens cientistas polares presentes nesta iniciativa de promoção da ciência.
De modo a promover a leitura nas escolas durante a Semana Polar Internacional 15-19 Março, o cientista polar Dr. José Xavier (Instituto do Mar da Universidade de Coimbra) e Prof. Alda Pimenta e colegas (Escola EB 2,3 Dr.Ferreira da Silva, Cucujães) organizaram uma actividade na promoção à leitura (polar). As crianças leram o livro "UMA AVENTURA no alto mar", onde os famosos 5 vão até à Antárctica (e Dr. José Xavier contribuiu com várias entrevistas com Ana Magalhães e Isabel Alçada) e posteriormente tiveram uma conversa online, por skype, sobre o livro e questões associadas ao ambiente.pela internet
Numa reunião via internet que envolveu investigadores e alunos de vários países para falar acerca do tema “How polar regions can affect you!”, José Xavier e Nicole Munro (IPY Office), a partir de Cambridge, contactaram directamente com alunos da Universidade da Zâmbia e explicaram a importância das Regiões Polares e o efeitos da alterações climáticas no planeta, e falaram sobre o significado dos eventos “Dias Polares Internacionais”.
A Semana Polar no Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa, proporcionou aos alunos desta Universidade o visionamento do novo filme “Permafrost: Ciência Polar a 62ºSul” seguido de uma conversa com Mário Neves, professor do IGOT e um dos cientistas que participou na realização deste filme. Foi ainda feita uma apresentação, com momento para debate, sobre o tema “Ambientes glaciares y periglaciares en Yukon (Canadá) y Patagónia (Argentina), por Marc Oliva, Post-doc no ANTECC IGOT-UL.
Ainda no âmbito das comemorações da semana polar internacional do IPY, foi realizado no dia 18 de Março de 2010, uma actividade na Escola EB1/JI do Bacelo, em Évora, com uma turma do Jardim de Infância. As crianças, acompanhadas pelos investigadores polares Paulo Amaral e António Costa, realizaram a experiência do gelo: «O que ocorre quando o gelo derrete no mar e quando derrete sobre os continentes?». O material foi fornecido pela escola (a plasticina a simular os continentes, o gelo e o tabuleiro). Agradecemos à escola o empenho demonstrado e em especial à Professora Mariana e sua equipa e ao Coordenador da escola, Professor José Garção. As crianças estiveram sempre muito entusiasmadas, participativas, e atentas, a todos os pormenores, questionando diversas vezes os investigadores e realizando observações que ajudaram ao desenvolvimento do trabalho. Enquanto o gelo sobre a plasticina derretia, o Pinguças (pinguim personagem mascote desta actividade), explicou-lhes o conceito de Iceberg e Glaciar, numa projecção de vídeo.
Imagem 15: Reunião APECS-Portugal - momento perguntas e respostas
Imagem 16: Promoção à leitura (polar) - EB 2,3 Dr. Ferreira da Silva
38th COSPAR Scientific Assembly,18 a 25 Julho 2010, Alemanha
6th Antarctic Peninsula Climate Change – APCC workshop, 22 a 23 Julho 2010, Reino Unido
SCAR XXXI & Open Science Conference, 30 Julho - 11 Agosto de 2010, Argentina
Forum for Young Permafrost Scientists - The Past, Present and Future of Geocryology, 2 - 15 Agosto de 2010, Rússia
COMNAP XXII AGM, 8-13 Agosto 2010, Argentina
AGU Meeting of the Americas, 08 a 13 Agosto 2010, Brasil
International Conference on Cryospheric Change and its Influences — Cryospheric Issues in Regional Sustainable Development, International Joint Conference by the CliC and IACS, 12 - 14 Agosto 2010, China
Fourth UArctic Rectors' Forum in Fairbanks - August 2010, 13 a 15 Agosto 2010, Alasca
Second Symposium on Mountain and Arid land Permafrost, 22 - 26 Agosto 2011, Mongólia
The 7th Circumpolar Agriculture Conference (CAC 2010), 6 a 8 Setembro 2010, Noruega
The 6th Canadian Conference on Permafrost (CanCOP6),12 a 16 de Setembro 2010, Canadá
IMHE General Conference 2010, 13 a 15 Setembro 2010, França
10th Annual Meeting of the European Meteorological Society, 13 a 17 Setembro 2010, Suíça
International Glaciology Society - British Branch Meeting, 15 a 17 Setembro 2010, Reino Unido
SEDIBUD Workshop, 19 a 25 Setembro 2010, Islândia
11th International Circumpolar Remote Sensing Symposium, 20 - 24 Setembro 2010, Reino Unido
Global Change and the World's Mountains, 26 - 30 Setembro 2010, Escócia
Coordenação: Gonçalo-Vieira, José Xavier e Ana Salomé
Colaboradores nesta edição: Alexandre Trindade, Ana Salomé, Gonçalo-Vieira, Marco-Jorge (Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa); João Canário e Marta Nogueira (Instituto das Pescas da Investigação e do Mar); José Xavier (Instituto do Mar, Universidade de Coimbra); António Correia, Paulo Amaral (Centro de Geofísica, Universidade de Évora); Vera Fernandes (Creminer-FCUL LA-ISR, Universidade de Lisboa)