Portugal tem uma história muito rica de ciência, descobertas e de exploração. Historicamente, é um dos países mais mencionados quando se fala sobre o início da exploração polar, no século XVI. Nos últimos 30 anos, vários cientistas portugueses têm realizado ciência polar de um modo irregular, nomeadamente na Antárctica, em colaboração com 7 países do comité científico para a investigação na Antárctica (SCAR), principalmente o Reino Unido, Espanha, Estados Unidos da América, Itália, Bulgária e França. A comunidade científica polar portuguesa considerou o Ano Polar Internacional 2007-08 (API) como uma oportunidade única para o desenvolvimento das bases para um programa nacional polar Português, e fortalecer o papel de Portugal, e dos seus jovens cientistas, nas regiões polares.
Durante o Ano Polar Internacional, Portugal teve uma enorme visibilidade, quer ao nível científico quer ao nível educacional. Ao nível científico, Portugal fez maiores contribuições ao nível das ciências biológicas e ciências da Terra, com jovens cientistas a ter um papel relevante. A ciência polar Portuguesa investigou processos complexos que transcendem as disciplinas tradicionais e envolvem colaborações internacionais e multidisciplinares. Ao nível educacional, Portugal criou um dos mais bem sucedidos programas educacionais dentro do API, o programa LATITUDE60! Este programa, com uma forte ligação directa aos jovens cientistas polares portugueses, forneceu uma oportunidade única para professores, estudantes, a comunidade política, e o público em geral de terem acesso a informação importante sobre as regiões polares, perceber a importância das regiões polares para o planeta e a relevância da ciência polar Portuguesa.
A ligação de Portugal com a APECS tem sido extremamente forte desde que a APECS surgiu em 2007 na famosa reunião de Estocolmo. Nessa altura, Portugal já estava muito activo científica e educacionalmente dentro do Ano Polar Internacional. José Xavier foi um dos seus membros iniciais (quer no conselho internacional quer no comité executivo), tal como Alexandre Trindade (no conselho internacional), e desde então a APECS foi um dos principais veículos usados para mostrar ao mundo a ciência polar Portuguesa, principalmente associado aos jovens cientistas.
A Associação de jovens investigadores (APECS) possui mais de 1400 membros de mais de 40 países de todo o mundo. A APECS foca essencialmente em facilitar uma rede de trabalho internacional ao nível interdisciplinar entre jovens cientistas nas várias disciplinas (dentro do grupo de actividades de investigação - RESEARCH ACTIVITIES group), em providenciar instrumentos para ajudar a carreira dos jovens investigadores polares (através de workshops, conferências, muitas delas com fortes subsídios) e ter um papel activo na promoção e divulgação da ciência polar nas gerações mais novas (dentro do grupo de educação e divulgação - EDUCATION and OUTREACH group).